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Os traços da cultura otomana diante o Bósforo

Istambul foi palco de um dos grandes marcos da história da humanidade: a ascensão e a queda do Império Otomano, que chegou a englobar boa parte do Oriente Médio, do Leste Europeu e do norte da África. Seus traços ainda habitam a cidade e nos permitem voltar no tempo, adentrar suas camadas.

Os yalis são as esplendorosas mansões à beira-mar construídas pelas grandes famílias otomanas durante os séculos 18 e 19. Com beirais espaçosos e janelas salientes, elas eram as casas de veraneio perfeitas.

 A yalı é uma casa ou mansão construída à beira da água. As moradias ao longo das margens do Bósforo

Yalı construída à beira da água. As moradias ao longo das margens do Bósforo

Ficar diante dos magníficos portões de ferro de um yali desprovido de tinta, observar a robustez das paredes cobertas de musgo, admirar as persianas e a vista para o Bósforo é como relembrar que, de alguma forma, aquela cultura persistiu.

“O que eu mais gostava das excursões em família ao Bósforo era ver por todos os lados os traços de uma cultura suntuosa que foi influenciada pelo Ocidente, sem perder sua originalidade e vitalidade.”, essa sensação foi belamente evocada na biografia Istambul (Ed. Companhia das Letras) do vencedor do Nobel de literatura Orhan Pamuk.

Quem embarca em um iate e parte para um passeio pelo Bósforo tem a visão oposta, desde o Bósforo para os yalis, para as senhoras tomando seus chás, pessoas pescando na praia, vilas escondidas, jardins murados, becos estreitos.

Correntes fortes correm pelo estreito, que está sempre agitado e “canta vida, prazer e felicidade”. A bordo do iate, o dia vai terminando e o reflexo do poderoso Bósforo ganha tons alaranjados. Pamuk diz que os cidadãos ainda o veem como “a fonte de sua boa saúde, a cura de seus males, a fonte infinita de bondade e boa vontade que sustenta a cidade e todos os que nela habitam”.

Por do Sol em Bósfor.

Por do Sol em Bósforo

Para viajar mais longe:
Orhan Pamuk é o principal romancista turco da atualidade, tendo recebido o prêmio Nobel de literatura em 2006. Sua evidência se deu principalmente por ter sido um dos primeiros turcos a falar abertamente sobre o massacre de armênios ocorrido no início do século 20. Istambul, Uma Sensação Estranha, O Museu da Inocência e Meu Nome é Vermelho são algumas das obras mais aclamadas do autor.

Gosto das viagens sem pressa, dos estímulos sensoriais e da autenticidade de cada destino. Acredito que mais do que uma forma de locomoção, viajar seja um ato antropológico, emocional e simbólico.

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